Jornalismo, Literatura ou os dois?

junho 8, 2009

Gonzo1(Gonzo – personagem bizarro e excêntrico de “Os Muppets”, inspirado no Jornalismo Gonzo)

Em meio ao New Journalism, que nasceu no início dos anos 60 e foi voltado à Literatura como forma de escrever com o intuito de vincular o jornalismo ao romance relatando detalhes até então descartados do estilo acadêmico jornalístico, nasce, no mesmo ano, a vertente Jornalismo Gonzo, que significa algo como “bizarro”.

“O Criador e o Gonzo”

O criador deste novo estilo jornalístico, o Gonzo, foi o jornalista norte-americano Hunter Thompson e o termo “Gonzo” foi evidenciado pelo repórter Bill Cardoso baseando-se em um artigo do próprio Thompson, quando este se referiu a uma gíria irlandesa do último homem que se mantém em pé após uma bebedeira. Percebe-se, então, que ironia e descontração provêm do nome.

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(Hunter Thompson – fonte: reinodomedo.com)

Um novo estilo às linhas tortas

Este novo método fugiu ao padrão do jornalismo, já que adota a parcialidade plena e de caráter não sério e/ou objetivo, além de ser escrito sempre em primeira pessoa, o que transforma o repórter em personagem de sua própria reportagem.

A invenção de Thompson é um espaço considerável em meio aos jovens, como uma forma de aproximar o leitor da informação de forma mais leve (como se brincassem com a notícia), tendo em vista que a mesma é vivenciada pelos próprios repórteres, os quais se tornam os redatores.

H. Thompson Brasileiro

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(imagem: diáriohermes.blogspot.com)

Claudio Tognolli é o principal representante brasileiro do estilo jornalístico de Hunter S. Thompson. O chamado Jornalismo Infiltrado, ou Gonzo Jornalismo. Tognolli, atualmente, é professor da USP e da Unifiam, escritor das revistas Galileu e Roling Stones, e tem o site Consultor Jurídico.

Gonzo, a todos. Mas Jornalismo…?

Segundo o jornalista canadense Mitch Moxley, “Gonzo é a verdade através dos olhos do autor, que escreveu a história como um personagem. De fato, a busca do autor pela verdade torna-se a história. É altamente subjetivo, onde opiniões ilusórias tem valor; é agressivo e as pessoas retratadas freqüentemente são esquartejadas no papel”.

Apesar desse tipo de jornalismo nem sempre ser considerado válido por especialistas, devido ao fato ser muito parcial, não utilizar técnicas conhecidas no meio e transmitir informações sem importância para o entendimento da matéria, continua crescendo entre os leitores, que se interessam mais no momento por uma estrutura de jornal diferente. O público é atraído pela narrativa literária de vivências e descobertas pessoais em situações extremas ou de transgressão.

gonzo

Atualmente, o gonzo jornalismo tem cravado seu espaço na Internet, principalmente. Isso porque é quase impossível ter uma regra impedindo tal prática na web. Na imprensa online, qualquer pessoa pode ter seu espaço. A explicação para que o Gonzo impere na Internet é o fato dele aceitar qualquer pauta. Os blogs se tornaram grandes divulgadores deste tipo de prática. As páginas pessoais permitem aos usuários publicarem tanto diários virtuais quanto matérias jornalísticas específicas.

O interesse do público em um “jornalismo egocêntrico” acompanha a visível decadência da fórmula engessada à qual a maioria da mídia aparenta estar presa. Outro reflexo disso pode ser encontrado na cultura individualista que se abate no imaginário popular mundial por meio da imprensa.

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Debate na Metodista

junho 1, 2009

debate01(imagns concedidas pelo Jornal Falação da UMESP)

No dia 21 de maio, os alunos do curso de jornalismo da UMESP se reuniram com os dirigentes do Centro Acadêmico de Jornalismo (CAJOR) em uma reunião para as discussões sobre os benefícios e malefícios das aulas virtuais propostas pela universidade.

Em meio a muita discussão, o principal ponto foi como divulgar as palestras e os meios de deixar os estudantes interados do que o Centro Acadêmico é e propõe em prol dos universitários. Houve também a presença de estudantes de outros cursos, também interessados em discutir as questões das aulas virtuais.

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Dentre os principais empecilhos expostos e discutidos, o mais problemático é a falta de fundos para problemas como a divulgação de panfletos. A faculdade não banca o Centro Acadêmico para uma causa que vai, no caso, contra ela.

De acordo com os participantes da discussão e com os “prejudicados” desta aula da faculdade, a aula virtual não é como a presencial. Os alunos saem com muitas dúvidas após terem lido o texto apresentado, não obtendo a presença do professor para esclarecer dúvidas quanto ao tema da aula. A universidade diz aos alunos para enviarem um e-mail aos professores dizendo suas dúvidas, mas acaba sendo em vão, já que na maioria dos casos, os professores não respondem. Tudo isso pode acarretar no mal desempenho do aluno durante as provas finais.

Outro problema grave é a falta de interesse por parte dos próprios estudantes. Muitos se dizem a favor da causa do cancelamento das aulas virtuais, mas nada fazem. Não vão às reuniões, não participam de palestras, não ajudam financeiramente, apenas dizendo-se a favor da causa, mas sem nenhuma ação.

Outras reuniões foram marcadas, agora, com novos integrantes do CAJOR, para futuras ações quanto às aulas virtuais, divulgação de todas as decisões e apresentação de novos integrantes do Centro Acadêmico.

Impressões Digitais nas Digitais

maio 25, 2009

chargeinclusaodigital

Direito que cai em contradição com a realidade em modo prático, refletindo-se como extremo utópico da concessão, é a educação didática, principalmente em colégios não particulares, tendo em vista que a iniciativa de investir vigorosamente na educação por parte do Estado rompe a atual relação de poder implicada pelo mesmo. Não convém a órgãos públicos regentes do que deveria existir como Estado temer a perda do poder abusivo que implica à sociedade. A liberdade de expressão é direito válido e legalizado enquanto teoria. Mas os meios que proporcionariam as melhores manifestações expressivas são vetados justamente pela imposição ao conhecimento.

Democracia de Direitos: Educação Tecnológica a Todos

Se a caneta tornar-se realmente mais poderosa que armas de fogo na mão do maior número de eleitores e maior parte da população, o controle estabelecido por massas burguesas iria à falência dando abertura realmente participativa àqueles donos da inversão dos papéis: a classe de baixa renda enquanto cidadã, conhecedora de seus direitos e deveres. O privilégio de instituições particulares que se destaca em relação às não particulares é o fato de estarem diretamente ligadas ao mundo globalizado por meio da possibilidade de uso da tecnologia.

Lúdicos, desculpem a Nova Era.

É de fato e suma importância a abertura de caminhos proporcionados ao conhecimento através de um simples computadores com internet, como por meio de aulas virtuais bem estruturadas, que por meio de áudio e vídeo contribui a novas abordagens referentes a demasiados assuntos. Mas enquanto alguns têm acesso a este espaço, outros vão ficando ‘obsoletos’ mesmo ao uso da caneta. Reflexo da exclusão digital, espécie de seleção natural do direito de desenvolvimento na vida profissional e acadêmica. Até mesmo no mundo artístico, a união da tecnologia à criatividade em pró benefício dos artistas, emoldurou expressões contemporâneas referentes à arte.

Não que livros e aulas presenciais tradicionais não sejam ainda as bases essenciais da sabedoria. Mas para o mundo globalizado extremamente competitivo, não são mais suficientes.

Admirável Submundo

maio 18, 2009

A partir da utilização coerente da tecnologia atrelada ao ideal de progresso, torna-se possível a integração entre o meio social e a informação, beneficiando a troca de informações mundanas em tempo real e servindo de ferramenta de auxílio à comunicação tanto no meio profissional quanto didático em questão de aperfeiçoamento técnico e prático.

Segundo um paralelo analógico em questão do avanço tecnológico acelerado e a eficiência no desempenho das atividades cotidianas, pode-se se dizer que a rotina dos aparelhos eletrônicos segue por caminhos atemporais, tendo em vista o futuro em cada amanhã seguindo de mãos dados com o olhar preocupado do ser humano em contradizer os limites da aprendizagem.

A disponibilidade de uma série quase interminável de instrumentos como computadores, telefones celulares, a internet – que transpõe a realidade física a um submundo regido de informações e interesses particulares e gerais – entre tantos outros que compõem o meio digital tem sobressaído aos meios tradicionais. É evidente que o acesso ao meio digital contribui às relações globais ao que condiz o aprimoramento de ações, anteriormente citadas, referentes ao desempenho profissional e acadêmico por conta da praticidade e o abrangente leque de possibilidades a ser explorado.

Não há mais a dependência do encontro presencial para realização de trocas comunicativas. Reuniões internacionais em tempo real, aulas virtuais quebrando com o método tradicional de ensino e permitindo o desenvolvimento pleno mundialmente acessível, ou mesmo a interação social virtual são possibilidades nascentes da Era Digital. A quebra de barreiras implícita ou explicitamente impostas, como a censura, difundiu-se neste meio, onde manifestações argumentativas particulares referentes a qualquer assunto de interesse acontecem por meio de sites gratuitos, como blogs.

O mapeamento do conhecimento e o acesso a atividades cotidianas podem facilmente se reverter às novas tecnologias. O progresso humano em função das mesmas está vinculado ao modo consciente de como usufruir ao máximo de cada parte destas sem tornar a vida ‘não-virtual’ obsoleta.